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Casar ou stressar: eis a questão

A todos os que se entretêm com piadinhas sobre os inconvenientes do casamento, a resposta pode bem ser que quem ri por último, ri melhor – estar casado é um elemento protector do stress.

Já se sabiam umas coisas simpáticas a propósito das relações estáveis a dois, sobretudo que os casados são mais saudáveis do que os solteiros, divorciados ou viúvos. O que não se sabia era como se chegava da aliança de casamento à saúde. O elemento em falta? Aparentemente, os níveis de stress!

 

Num estudo recente, foi possível identificar de forma objectiva (em vez da forma tradicional em que se pede às pessoas para avaliarem subjectivamente os seus níveis de stress) que os não casados estão sujeitos a maiores doses de stress psicológico. E recordo-lhe o que expliquei num artigo prévio: no stress prolongado, os níveis de cortisol aumentam e interferem com a capacidade do corpo regular a inflamação, o que promove e vulnerabiliza para várias doenças.

 

Por isso, já sabe: se anda a sentir os efeitos do stress e estiver “descasado”, ou se casa rapidamente ou aprende a lidar eficazmente com o stress, o que é capaz de ser mais prático e os efeitos são igualmente bons 🙂

 

Referência: Brian Chin, Michael L.M. Murphy, Denise Janicki-Deverts, Sheldon Cohen. Marital status as a predictor of diurnal salivary cortisol levels and slopes in a community sample of healthy adults. Psychoneuroendocrinology, 2017; 78: 68 DOI: 10.1016/j.psyneuen.2017.01.016
Maio 28, 2017

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