In Brain Company

Será que a curiosidade matou o gato?

Sabe que nasceu curioso? Tem dúvidas quanto à sua curiosidade inata? Dou-lhe um bom argumento: se não fosse a curiosidade não seria capaz de funcionar. Não conseguiria ver, nem perceber as pessoas à volta; não saberia extrair sentido destas frases, nem teria expectativas sobre as coisas mais básicas da vida, como saber que, ao dar um passo, vai encontrar chão a suportar o pé. Nasceu absolutamente ignorante a propósito de tudo e foi a sua curiosidade pré-programada, constante, sobre tudo o que o rodeia que o fez progredir até chegar à pessoa que é hoje e aos conhecimentos complexos que lhe permitem estar vivo.

 

Por isso a curiosidade é tão importante. E é especialmente importante falarmos sobre ela agora que já é um adulto, porque, em bébé, era quase instintiva e natural mas, à medida que vamos avançando nas etapas do desenvolvimento humano, já não a podemos dar por certa.

Mas, se a curiosidade é tão central ao nosso funcionamento, porque é que se vai esbatendo com a idade? Bem, em primeiro lugar, a curiosidade não é lavada com os anos que passam – não necessariamente. Se a mantivermos viva, irá continuar a conduzir-nos, mas tem de ser cultivada. E haverá pessoas com mais “talento para a curiosidade” do que outras? Poder-se-á falar de um traço de personalidade, com o qual uns foram abençoados e outros não?

 

Comece por descobrir se é muito ou pouco curioso, em duas dimensões importantes, e compare os resultados deste teste que lhe propomos com os seus amigos e família. Clique agora para responder às perguntas e regresse aqui para saber o que a curiosidade pode fazer por si e como a pode desenvolver. Ah! E para ver fotografias de gatinhos amorosos :=)

 

Correu a página até baixo antes de fazer o teste? Some mais um ponto por curiosidade!

 

De onde vem a curiosidade?

Não encontro nada de convincente, cientificamente falando, que nos permita dizer que há um gene da curiosidade, por isso, se está a pensar que não lhe calhou em sorte ser uma pessoa curiosa, o mais provável é estar enganado. Mas parece existir algo que nos pode motivar à curiosidade: um valor ou assinatura, de acordo com Martin Seligman, o fundador da Psicologia Positiva (não, não tem nada a ver com pensamento positivo; o ramo da Psicologia Positiva refere-se ao estudo e promoção do que sustém a saúde mental, por oposto ao foco na doença mental). De acordo com este autor, a curiosidade é uma das 24 forças de carácter que podem ser encontradas universalmente na humanidade e parte do nosso bem-estar depende de conhecermos e colocarmos em prática as nossas maiores forças de carácter. Das 24 que foram indexadas por Seligman e colaboradores, a curiosidade é uma das 5 mais determinantes da felicidade e plenitude de vida Por isso, sim, poder-se-á dizer que a força (quão curioso é) e a abrangência (a propósito de quê) da sua curiosidade podem fazer parte de si.

 

Mas também sabemos que a curiosidade surge com maior força em ambientes estimulantes e vice-versa. Crescer num ambiente que estimula a pergunta e permite uma interacção alargada com o meio ambiente, funcionar num ambiente social e profissional que estimula a procura de soluções e que favorece um olhar fresco e sem ideias preconcebidas, são aspectos que promovem a curiosidade. E – ainda mais importante – sabemos que a curiosidade pode ser desenvolvida pela prática, tal como um músculo.

 

Por isso, quer seja curioso como um gato, ou não, saiba que pode desenvolver este instinto primário e colher benefícios importantes que melhoram – e muito-  a sua vida.

 

Benefícios da curiosidade

Se tiver filhos, pense duas vezes antes de se impacientar perante os porquês constantes; se liderar uma equipa, controle aquela resposta pronta a quem se interroga sobre a forma tradicional de se fazer algo na sua empresa; com os amigos, refreie o sarcasmo quando os ouve a fazer perguntas que lhe parecem óbvias ou mesmo tontinhas. Mas, acima de tudo, esteja atento à sua própria auto-crítica quando se aventura nos terrenos desconhecidos daquilo que ignora e acha que não vale a pena saber.

Porque a curiosidade, a interrogação permanente de quem não sabe e quer saber os quês e os porquês, os porque sins e os porque nãos é útil, traz-lhe bem-estar e aumenta-lhe a probabilidade de vida. Ora veja:

 

O seu cérebro gosta da curiosidade

Curiosidade e intelecto

A curiosidade torna a aprendizagem e a memorização mais fáceis porque o seu cérebro activa o sistema de recompensa (as estruturas cerebrais que nos fazem querer mais de alguma coisa), que vai interagir com uma outra estrutura cerebral chamada hipocampo. Da “conversa” entre ambos parece resultar um estado cerebral em que a aprendizagem e a retenção de informação se tornam mais fáceis, mesmo quando essa informação não se reveste de grande importância. Quase diria que a curiosidade é um material absorvente de conhecimento.

 

A curiosidade faz de si um profissional valioso

As pessoas com maior curiosidade associada ao interesse em explorar temas desconhecidos e aprender coisas novas são mais criativas na resolução de problemas, tornando-se um activo valioso na colaboração organizacional, nestes tempos que tudo o que é certo num dia se tornou incerto no dia seguinte e requer soluções “fora da caixa”.

 

A curiosidade preserva a saúde cerebral

A curiosidade activa ajuda a preservar as funções mentais, promovendo a vitalidade das funções cerebrais, mesmo nas idades em que começam a dar mostras de cansaço e lentidão.

Não está sozinha nesta tarefa de manter o cérebro com um bom desempenho, naturalmente. Por isso, e para si que começa a estar interessado sobre como poderá manter o seu nível de funcionamento intelectual tão em forma quanto possível após os 40 (por maior que seja a publicidade de que os 40 são os novos 30, e os 50 os novos 40, bla-bla, é optimismo um bocadinho cor-de-rosa: o cérebro começa a sua rota de declínio a partir de meados/finais dos 30 anos…), deixo-lhe as 3 categorias de actividades que promovem a vitalidade cerebral:

  • Corporais – sono, alimentação, exercício físico
  • Abordagem intelectual ao que nos rodeia – curiosidade, flexibilidade e optimismo
  • Boa rede social interligada com uma noção de propósito e sentido de vida – empatia, sentimento de ligação afectiva, autenticidade

 

A curiosidade não convive com a depressão

As pessoas mais curiosas dizem-se com maior bem-estar o que, por sua vez, é um elemento protector da depressão, ainda que não se saiba qual a relação causal entre ambos. Talvez a depressão iniba a curiosidade ou a falta de uma abordagem curiosa ao meio que nos rodeia ajude a promover os estados depressivos, ou ambos se influenciem mutuamente. Por via das dúvidas, mais vale ir estimulando o interesse e entusiasmo pela aprendizagem…

 

A curiosidade torna-nos interessantes

As pessoas curiosas são percepcionadas como bons ouvintes, além de que o facto de cultivarem vários interesses as torna matéria de interesse – são as pessoas com quem nos cruzamos quem é capaz de acrescentar uma informação nova àquilo que sabíamos e fazem-no enquanto se interessam por nós. Quem não quer amigos assim?

 

A curiosidade torna-nos espertos

Curiosidade e inteligência

Os cérebros curiosos são activos na procura e exploração de novas experiências e ideias, o que os enriquece e fortalece, criando um maior potencial para o que habitualmente se entende como inteligência. Ou, pelo menos, esta é uma boa explicação lógica, porque aquilo que sabemos com certeza é que há uma correlação importante entre curiosidade e inteligência geral, capacidade analítica e competências de tomada de decisão.

De tal forma é importante esta ligação que é possível prever em miúdos de 3 anos, de acordo com os seus níveis de curiosidade, qual vai ser o seu patamar de inteligência e desempenho escolar quando chegarem aos 11 anos.

 

A curiosidade ajuda-o nos amores

As pessoas curiosas têm tendência a reagir de uma forma que ajuda a um desenvolvimento mais fácil das relações humanas. Se é uma pessoa curiosa que acabou de conhecer outros, a probabilidade é elevada de que o descrevam como entusiasta e enérgico, falador, interessante quanto ao que diz e faz, cheio de interesses, autoconfiante, divertido, sem timidez nem ansiedade. Nada mau para fazer aumentar o índice de atractividade, certo? E, se fosse pouco, ainda podemos dizer que não é só fogo de vista inicial: nos casais, os parceiros de pessoas curiosas também as descrevem como interessadas e compreensivas.

 

A curiosidade dá-lhe pontos de felicidade

Num inquérito que abrangeu uma amostra representativa de 96% da população mundial, sabe quais foram os dois factores que as pessoas identificaram como aqueles que tinham maior impacto no seu nível de satisfação a cada dia? Poder contar com a ajuda de alguém e aprender alguma coisa nova! Relações humanas e auto-desenvolvimento pessoal, cujo motor é a curiosidade.

 

A curiosidade é a porta do propósito de vida

Uma vida ancorada no sentido, em que nos sabemos orientados por um propósito que nos dá congruência e nos mostra direcções gratificantes, tem na sua base a experimentação, porque raramente acontece sabermos logo nos primeiros passos aquilo para que estamos talhados; precisamos de encontros com o novo e desconhecido, precisamos de falhar e tentar outra coisa, surpreendermo-nos e conhecermo-nos na interacção com o mundo. Por isso, a curiosidade é fundamental para encontrar o seu propósito de vida. E, por sua vez, viver uma vida com sentido é um dos factores mais importantes para uma vida feliz.

 

A curiosidade anda de mão dada com a saúde

Curiosidade e vida

As pessoas curiosas tendem a viver mais tempo e em melhor saúde. Mais uma vez, a direcção da causalidade não é certa – será que a curiosidade melhora a saúde ou será que uma boa saúde abre espaço para a curiosidade? Mas uma coisa é certa – mal não faz, por isso, eu apostaria em desenvolver o músculo da curiosidade.

 

 

10 dicas para manter viva a curiosidade

Agora que já vimos que é fundamental não deixar que a curiosidade com que nasceu se vá perdendo ao longo da vida, mas sabendo que os adultos não podem deixar ao acaso a manutenção deste músculo psicológico, talvez seja o momento de lhe dar algumas sugestões para ser cada vez mais curioso, verdade?

 

Faça perguntas

Curiosidade e interrogações

As respostas são um destino – chegou, já lá está, qual é o interesse? O interessante mesmo é a viagem, no seu prazer de descoberta e expectativa quanto ao próximo cenário.

Porquê? Porque sim? Porque não? E se não fosse? Quem? Onde? Quando? Como?

Faça uma nota mental para, ao longo do dia de hoje, se refrear em respostas terminadas num ponto final e aumentar drasticamente as que terminam num ponto de interrogação.

 

Encha o reservatório

Ninguém diria, mas a curiosidade não começa com a ignorância, mas sim com o conhecimento. Ou, para ser mais exacta, começa no espaço entre aquilo que sabe e o que não sabe. Sem este espaço e a atenção dirigida para ele, a curiosidade não arranca. Por isso, é importante cultivar-se, aprender, conhecer… só porque sim! Quando mais sabe, mais curioso será a propósito daquilo que não sabe, porque quanto mais sabemos, mais sabemos que nada sabemos 🙂

 

Descubra os outros

Os humanos são, talvez, a peça mais complexa e surpreendente de todo o universo. Parta à descoberta daqueles que acha que já conhece. Hoje concentre-se em fazer pelo menos 3 perguntas a cada uma das pessoas com quem interage habitualmente. Porque é que pensam como pensam, sentem o que sentem e fazem o que fazem? Quais os seus sonhos e os seus arrependimentos? Do que gostam, do que precisam, o que detestam? De onde vêm, para onde vão?

 

Conduza a atenção

Curiosidade e atenção

De acordo com Cskikszentmihalyi  (sim, estou a mencionar este autor não apenas porque é famoso, como o autor do conceito de “flow”, mas para o impressionar com a complicação do nome), desenvolvemos a curiosidade e combatemos o aborrecimento se dirigirmos a atenção conscientemente para algo em particular do nosso meio ambiente.

Aproveite todos aqueles momentos corriqueiros, até mesmo maçadores, das filas e das pausas, das reuniões de serrar presunto, das rotinas que já não requerem cérebro alerta. E dirija os sentidos para os elementos que já nem vê, de tão presentes que são. E interrogue-se sobre eles, claro!

 

Saia da sua zona de conforto

A curiosidade apenas vive num meio de incerteza, ambiguidade, tentativas falhadas, desconhecido e aventura. Se sentir um frio na barriga quando encara uma possibilidade nova, será sinal de seguro de terreno inexplorado. A aprendizagem de coisas novas deixa-nos sempre confrontados com as nossas inseguranças pessoais e o medo de não conseguirmos e do que isso poderá querer dizer de nós próprios. Repare nessa sensação de desconforto, dê-lhe as boas-vindas e … mergulhe! Há um mundo à sua espera!

 

Acorde a brincadeira em si

Mas quando mesmo é que começou a ser sério e a preocupar-se com a propriedade daquilo que pensa, diz e faz? A enfadar-se com os disparates que apenas se destinam a criarem diversão? A interagir com o mundo como se não fosse um jogo de construção e estratégia? A preferir o documentário à comédia?

A brincadeira e divertimento são bons pais para a criatividade. E a criatividade anda a par e passo com a curiosidade. Acorde o miúdo brincalhão que há em si – vai ver que se diverte e se torna divertido para os outros.

 

Descubra o que desconhece no que conhece

Curiosidade, conhecimento e imaginação

Por um momento, suspenda os juízos de valor que lhe são habituais e que lhe ditam aquilo de que é suposto gostar e não gostar. Suspenda também os juízos aprendidos sobre o que é bom e mau, esperado e não esperado. E aborde as coisas como se tivesse acabado de estacionar a sua nave espacial neste planeta estranho. Abra os sentidos e repare. O objectivo não é gostar nem concordar. É apenas reconhecer o terreno com uma tábua rasa de conceitos prévios e deixar que a experiência se mostre em toda a sua riqueza de pormenores e sensações. Experimente aplicar esta abordagem àquelas tarefas aborrecidas que inevitavelmente invadem o seu dia-a-dia. Curioso a forma como essas tarefas se transformam, verdade?

 

Entretanto, já é grande…

Lembra-se que, em miúdo, tinha tantas ideias sobre o que fazer quando já fosse grande, quando já mandasse em si, quando já pudesse fazer o que queria? Que tal acordar esses sonhos? Porque é que não pode ir aprender bateria? Porque é que não pode estudar, nem que seja como autodidata, aquela área tão interessante? Fazer surf? Aprender escultura?…

Siga as paixões – pelo caminho encontra-se bem-estar e satisfação pessoal!

 

Amigos novos, mundos novos

Grande parte do que vamos sabendo na vida chega-nos pela mão de pessoas que pertencem à nossa rede social. Para os adultos, infelizmente, e num país reservado como o nosso, falham um pouco os contextos sociais onde podemos encontrar novas pessoas e refrescar esta nossa base de conhecimento e afecto. Com a emergência das redes sociais, isto ficou um pouco facilitado mas continua a ser um meio que fica aquém daquilo que o contacto não virtual pode proporcionar.

Então onde conhecer novas pessoas que contribuam para o nosso caminho de descoberta curiosa? Normalmente, encontram-se fora das rotinas habituais: em cursos, clubes, e actividades específicas, em torno de interesses que não se encontram nos caminhos habituais dos percursos profissionais. Envolver-se em meios destes permite, assim, matar dois coelhos de uma só cajadada (este artigo tem o seu quê de metáforas assassinas: enquanto não se mata o gato com a curiosidade, matam-se coelhos à paulada): desenvolve um interesse e área de conhecimento, e conhece novas pessoas!

 

E, por falar em amigos: que tal estimular a curiosidade dos seus amigos, oferecendo-lhes um cartão-oferta, com o qual eles poderão aceder ao curso que melhor satisfizer a sua curiosidade e lhes for útil no dia-a-dia? Fica a sugestão e termina o intervalo publicitário 🙂

 

Pegue no que deitou fora

Curiosidade e aprendizagem

A cada dia que passa, vamos decidindo sobre o que não gostamos: não gosto de queijo da ilha, não gosto de contabilidade geral, não gosto da minha vizinha, e, sobretudo – ah! Sobretudo! – não gosto de aranhas. E siga! Qual é a próxima experiência que eu possa deitar fora da minha vida?

Não há dúvida que é uma estratégia baseada na eficiência – gostar de tudo e todos seria, no mínimo, estranho. Mas convém actualizarmos estas preferências porque a vida é longa e, muitas delas foram criadas há tempo suficiente para já nos termos modificado, por isso, convém redescobri-las, de mente aberta. Assim, “deixa-me lá ver se…”. Às vezes há surpresas. E o cérebro adora surpresas!

 

 

Mas então, porque é que a curiosidade matou o gato?

Não seja curioso! A curiosidade matou o gato. Seu abelhudo, intrometido, metediço, bisbilhoteiro, cusca…

 

Tem má fama a curiosidade, não tem? Dá direito a chamarem-nos nomes que visam deixar-nos envergonhados connosco próprios, para que nos controlemos e mudemos o comportamento de interesse, exploração do mundo, questionamento e desafio da incerteza e ambiguidade.

E isto deixa-nos com uma pergunta: porquê????

 

Sabia que a curiosidade não matou mesmo o gato? Ainda que a origem desta expressão não seja muito clara, e menos ainda, a forma como o saber popular se apropriou dela e a transformou, aparentemente o seu início não envolveu qualquer curiosidade. A sua origem, talvez lá para o século XVI, iniciada ou amplificada por nada menos nada mais do que William Shakespeare, reza que a preocupação ou tristeza (mais ou menos isto, de acordo com a tradução da palavra inglesa “care” à época) é que matou o gato. E, depois, saltam-se uns séculos, e no início do século XX aparece a curiosidade como assassina de gatos.

 

Porquê? Porquê o investimento social em garantir que não pensamos, não investigamos, não perguntamos, não nos aventuramos no desconhecido, na não tradição, no não normativo? E porque é que a necessidade de auto-controlo era muito mais importante até há apenas umas décadas atrás do que é agora, em que parece que se ouve menos que “a curiosidade é feia”?

 

Curiosidade e cidadania

É apenas matéria de especulação e uma teoria é tão boa como a outra. A forma como gosto de pensar no assunto prende-se com a evolução progressiva da sociedade ocidental para sistemas democráticos. A aceitação incondicional e acrítica da forma de pensar, ser e estar dominantes é cultivada zelosamente por sistemas totalitários e autocráticos, quer de ideologia, quer de fé, e cria ramificações sociais que nos vão explicando onde já não convém pormos o pé, criando uma espécie de controlo social invisível.

 

Ou, então, a melhor explicação poderá radicar em mecanismos psicológicos: uma opinião ou forma de estar idêntica à minha, diz-me que eu estou certo; e alguém que se aventura para fora de pé, deixa-me no desconforto de que talvez eu possa estar errado em insistir em permanecer em terra. E, sendo este um mecanismo que nos calha a todos, cria-se uma onda social de censura a quem parte à descoberta.

 

De uma forma ou de outra, o aviso de que “a curiosidade matou o gato” serviu como um alerta importante de que melhor seria conformarmo-nos e afinar a voz para não destoar no coro. Hoje em dia, felizmente, podemos ousar ser nós próprios, criar uma margem diferenciadora de diferença dos outros, e temos um mundo de possibilidades que podemos explorar e descobrir, sem grandes constrangimentos que não alguns sobrolhos franzidos. E sabendo o papel fundamental que a curiosidade tem na nossa saúde e felicidade, vale bem a pena arriscar que alguns resfoleguem.

 

Curiosidade e coragem

Então? Que tal começar a trabalhar esse bichinho da curiosidade? Fico curiosa de saber o que muda na sua vida e no seu bem-estar!

 

Autora: Madalena Lobo

 

PS: Não se esqueça: os seus amigos podem receber um estímulo à curiosidade, com todos os benefícios que esta atitude tem perante a vida!

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