In Brain Company

Respire. Apenas isso!

São só vantagens!

É gratuito. Pode ser feito por qualquer ser vivo já que, por definição, respira. Não ocupa tempo, porque respiramos 24 horas por dia, enquanto fazemos várias outras coisas em simultâneo. Pode ser feito em qualquer posição. Também se faz em qualquer lado, até no meio de uma reunião (de preferência daquelas de serrar presunto…). Não tem contra-indicações. Não tem qualquer efeito secundário. Miúdo pequeno consegue fazê-lo. Centenário também. É a técnica mais democrática e universal que conheço.

Bons argumentos, assim para abrir?

Leve mais uns:

A respiração profunda, regular, consciente, focada contribui para a regulação emocional, diminuindo estados de stress, ansiedade e depressão. E mais nada? Ah! Muito mais… Só para falar em benefícios estudados seriamente: melhora o rendimento intelectual e criatividade, ajuda na redução da dor, estimula o sistema imunitário, propicia a regularização de tensão arterial elevada, aumenta níveis de energia, ajuda na redução de insónias. Podia continuar mas tenho a certeza de que 100% das pessoas que estiverem a ler este artigo vêem forte interesse em obter pelo menos 1 destes efeitos de que lhe falei, por isso, chega.

 

E como é que isto acontece? Quando se muda conscientemente para um padrão de respiração regular e profundo (diafragmático, como muitas vezes é chamado, ou respirar com a barriga), enviamos um sinal ao cérebro para diminuir o volume do sistema simpático e aumentar a actividade do parassimpático. De vez em quando, convém ter umas palavras caras nos artigos, para deixar bem claro que isto da Psicologia é uma ciência e não uma área dada às teorias filosóficas 🙂

Estes sistemas são dois ramos do sistema nervoso autónomo e que reagem a stress (ou ausência dele). O sistema simpático refere-se a todo o conjunto de sinais neuroquímicos transmitidos aos mais diversos órgãos do nosso corpo. É a forma que o cérebro tem de passar uma mensagem de alerta: “Meus bravos, em sentido!”. E fica tudo em modo de reacção – provavelmente, identifica isto como ansiedade, stress, nervosismo. Quando tudo está em ordem, lá no entendimento do nosso cérebro avesso a risco e desconfiado de qualquer alteração, os sinais que envia para o corpo são de “desmobilização das tropas”: calma, relaxamento, tranquilidade. Ao longo do dia, ora está a ser mais estimulado um, ora está a ser mais estimulado o outro, e esta alternância é necessária e saudável. No entanto, por vezes isto fica um pouco deixado apenas à decisão do cérebro, sem que algum mecanismo superior de consciência intervenha e conduza o processo de acordo com uma

E aqui está a beleza da questão: temos uma espécie de conversa com o nosso cérebro que, apesar das suas limitações (o nosso cérebro é pouco dado a conversas feitas de palavras), nos escuta atentamente. Se fizermos uma actividade, corporalmente poderosa e que o cérebro consegue entender, dizendo-lhe para accionar o sistema parassimpático (o travão da agitação), em poucos minutos, o cérebro escuta-nos e baixa a activação interna. Resultado, o pó assenta e instala-se a quietude suficiente para conseguirmos funcionar em pleno e com conforto.

Se quiser ter um exercício muito testado, de efeitos quase imediatos e muito adequado à gestão de estados ansiosos, aceda já ao nosso curso Acalmar com a Respiração. Disponibilizamos-lhe, ainda, um outro exercício guiado, com base na respiração, muito útil para estimular a produtividade intelectual e criatividade, além de ser um excelente antídoto do stress: Coerência cardíaca.

Para aumentar o seu reportório de “respirações que lhe vão ser muito úteis”, veja estes exercícios que lhe recomendamos.

Respiração regular

Respiração regular

O seu objectivo é manter a regularidade do ritmo respiratório, com inspirações iguais às expirações, ambas de forma pausada: inspire ao longo de 6 segundos; pause; expire ao longo de 6 segundos; pause. Repita. E lembre-se que é apenas a sua barriga que deve mexer durante as respirações, garantindo uma total oxigenação de todo o volume dos pulmões.

Comece com 5 minutos desta prática e vá aumentando até uns 15 ou 20 minutos diários.

 

Dissipador de stress

Dissipador de stress

Pensamentos a mil à hora? Tenso e à beira de um ataque de nervos?

Dentro de 4 minutos já andará próximo da calma!

Sente-se no chão ou numa cadeira e coloque as mãos por cima da barriga.

Inspire, enquanto se endireita e deixa que a barriga expanda. Expire enquanto se curva sobre si próprio e deixa que todo o ar saia todo. Repita 20 vezes. 4 minutos. Muito mais calmo, verdade? Não tem de quê 🙂

 

Bomba energética

Bomba energética

Nunca conheci ninguém que não tivesse quebras de energia ao longo do dia, sobretudo naquela hora fatídica, logo depois do almoço, por isso, acredito que este exercício também lhe vai ser útil.

Permanecendo de pé, com os cotovelos dobrados em “L”, coloque as palmas das mãos para cima.

Inspire, puxando os cotovelos para trás e mantendo as palmas das mãos viradas para cima. Expire rapidamente enquanto empurra os braços para a frente e vira as palmas das mãos para baixo. Forme a palavra “HA” quando expira com força. Repita rapidamente 10 a 15 vezes.

 

Não se esqueça de respirar!

Até os miúdos já sabem o importante que é tirar uns momentos para respirar! Ora veja neste vídeo (infelizmente, sem legendas em português):

 

E relembro-o dos nossos cursos  Acalmar com a Respiração e Coerência cardíaca. O bem-estar depende da soma de pequenos actos! Fique bem.

 

Autora: Madalena Lobo

 

Inspiração, recolha de exercícios e de imagens no NY Times.

 

 

 

Novembro 12, 2016

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